quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Revista Orpheu



A revista Orpheu marca a introdução do modernismo em Portugal. Era uma revista trimestral e a sua primeira publicação foi em Lisboa no ano de 1915.
Fundada por Fernando Pessoa, Mario de Sá Carneiro e outros intelectuais, a Orpheu continha poemas de contestação à velha ordem literária. Só dois números desta revista foram publicados: o primeiro gerou o escândalo e gozo entre os críticos, o segundo, que já incluía pinturas futurista de Santa Rita Pintor, provocou as mesma reacções. O terceiro número não foi publicado, pois o pai de Mario de Sá Carneiro, principal financiador da revista, se recusou em enviar mais dinheiro para o filho. Assim,com graves problemas financeiros, a Revista Orpheu fechava.
Contudo os seus efeitos perduraram, e hoje, a revista Orpheu é reconhecida como a grande influência da literatura portuguesa do século XX.

domingo, 25 de outubro de 2009

A Sociedade das Nações


A esperança de que não voltasse a haver um outro conflito mundial fez com que o projecto de uma liga de nações, proposto pelo presidente americano Wilson, se concretizasse em 1919: a Sociedade das Nações. Esta tinha como membros todos os estados aliados (34) e 13 dos estados neutros que se uniram com o objectivo de promover o desarmamento, resolver os conflitos de forma pacífica e fomentar a cooperação financeira e económica entre si.
A Sociedade das Nações reuniu-se pela primeira vez em Janeiro de 1920 na sua sede em Genebra e era composto por:
· Assembleia – geral de todos os seus membros (1 voto cada)
· Conselho composto por 9 membros
· Secretariado, que prepara os trabalhos
· Outros organismos, como o Tribunal Internacional de Justiça, o Banco Internacional, a Organização Internacional do Trabalho, entre outros.
Contudo esta liga durou pouco. Os povos vencidos sempre a rejeitaram por não fazerem parte dela e nem todos os vencedores estavam satisfeitos: a Itália não recebeu a Dalmácia tal como lhe tinham prometido e outros países, como Portugal, não fizeram parte dos beneficiados no final da guerra. Para além disso, a ausência dos E.U.A. e da U.R.S.S. davam um cariz europeu à organização.
Assim, a Sociedade das Nações é ignorada e dissolve-se a 19 de Abril de 1946.